Não vim consolar-te. Vim incomodar-te, com respeito e com argumento.
A indústria do desenvolvimento pessoal anda a vender paz de espírito ao balcão. Frases bordadas em almofadas, "confia no processo", "a abundância está a caminho, é só pedir". Ora, ninguém te deve nada. E eu desconfio de qualquer verdade que dê para bordar numa almofada.
A dúvida nada tem de insegurança: é a ferramenta mais honesta que uma mulher tem para se pensar de raiz. Duvidar é o princípio de pensar pela própria cabeça.
Mas duvida com inteligência. Com pensamento crítico que corta, não com o cinismo preguiçoso de quem só quer ter razão. Questionar sem argumentar é birra. Questionar com método é soberania.
E quando tirares de cima tudo o que nunca foi teu, o que fica tem nome.
Chama-se soberania. E não se pede: toma-se.